Viagem de Moto ao Chile – Deserto do Atacama

Viagem de Moto ao Chile – Deserto do Atacama – Agosto de 2018

6 amigos em uma aventura sonhada por muitos motociclistas do Brasil, 8000 km por 3 países da América do Sul.

Esta viagem de moto ao Chile estava sendo programada desde outubro de 2017. Motos revisadas, pneus novos, bagagem definida e muito mais. Todos os pontos de descanso e abastecimentos foram conferidos para não acontecer imprevistos. A saída foi dia 15 de agosto de 2018. O ponto de reunião do “Quilometro zero” foi na Padaria Prado as 05:29 hs. Vale a pena informar que a Padaria Prado ofereceu um café 0800 aos aventureiros. Que Deus os acompanhe na ida e na volta! No primeiro dia, foram em uma arrancada só até Presidente Prudente SP num total de 820 kms. Um colega “encontrou” uma abelha dentro do capacete que lhe rendeu uma picada e um olho inchado. O outro colega usando aparelho ortodôntico, resolveu comer um torresmo e não deu outra. Teve que procurar um dentista de plantão durante a noite!

Elias, Pedrinho, Marcinho, Marcelo Corgosinho, Gilson  e  Eugênio.

2º dia (16/08/2018) – Um Pneu furado da NC 750, encontramos hoje em Campo Mourão 2 “Hermanos” que estavam vindo de lá pra cá rumo ao nordeste! As motos deles eram uma Bizz e uma CG Titan. Tocamos adesivos. Hoje descansamos em Puerto Iguazú – Rodamos mais de 600 kms hoje!

3º dia (17/08/2018) – Seguimos de Puerto Iguazú até Corrientes, Argentina, em uma tocada de 610 kms. Grandes retas de 150 kms sem nenhuma curvinha, deu medo de dar sono! Jantar bacana e barato $$$$, estamos rindo atoa!

4º dia (18/08/2018) – De Corrientes até Salta Travessia del Chaco. Reta pequena de 600 km contra um vento lateral a direita quase arrancando o capacete. Aprendendo a fazer Drift. Usando artimanhas e um rock para espantar o sono. Aqui separa os homens dos meninos. Aperto com quase pane seca em 35 ºc. Chegamos em Salta, hotéis lotados, NC 750 comprando terra na Argentina. Conseguimos um hotel estilo Jost. Estamos na cordilheira dos andes.

5º dia (19/08/2018) – Almoçamos em Susques perto da fronteira com o Chile, tivemos duas compras de terreno e quase uma pane seca novamente! Temperaturas de 2ºC negativos. Chuviscos para dar emoção até Pumamarca. Subimos a Cuesta de Lipan (Tipo Caracoles). A quase 5000 metros de altitude, o ar rarefeito causa fraqueza, causa de uma das compras de terreno. O Mosquito comprou terreno parado com sua BMW GS 700 no Chão de Ripio.  Marcelo “Corregozinho” comprou terreno parado, um pouco de areia cedeu ao pneu e a Triunph 1200 foi ao chão. Acreditem, mesmo assim estão muito alegres!

6º dia (20/08/2018) Travessia do Passo de Jama, fronteira da Argentina com Chile. A quase 5000 metros de altitude, motos perdendo potência, e pilotos em busca de oxigênio. Inexplicável emoção de pilotar no frio extremo entre gelo e neve nos picos das montanhas. Vento empurrando as motos de lado. Encontramos conterrâneos de Patos de Minas, só alegria! Atravessar a cordilheira é uma sensação indescritível. Compartilhar em Palavras é impossível.  Estamos em São Pedro de Atacama, em frente ao vulcão Licancabur.

7º dia (21/08/2018) Dia livre para passeios em pontos turísticos regionais. Motos descansando na garagem!

8º dia (22/08/2018) Estamos em Antofagasta! Estamos a poucos km´s da Mão do Deserto.

9º dia (23/08/2018) Chegamos! Alí está a Mão do Deserto!

10º dia (24/08/2018) Segue a viagem de volta, atualizações diárias a qualquer momento!

A mão do Deserto:

O monumento foi inaugurado em 1992, inspirado na praia, o escultor concluiu o projeto em apenas 6 dias. A curiosa mão submersa na areia, representa a mão de alguém se afogando, por isso, apenas seus dedos são visíveis.

Para visitar este local, tenha em sua bagagem botas para caminhada, roupas confortáveis, boné, óculos de sol, protetor solar e etc.

Veja também: Adesivos de Moto Clubes em estabelecimentos de beira de estrada.

Glossário:

Drift: A moto derrapa, porém, continua graças a tração traseira que continua empurrando a moto para frente e não deixando parar.

Comprar terra ou comprar terreno: Cair, levar um tombo.

Pane Seca: Falta de combustível.

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