Tradição – Old School – Motociclismo

Moto Clubismo

Motociclistas que fazem foma de Moto Clube / Grupo. Respeitam a hierarquia, lealdade e tradição. Praticam solidariedade e irmandade.

Lealdade e Tradição

A lealdade é uma questão de moral, caráter, honra e dedicação por suas cores. Respeitamos nossas tradições, porque representam nossas origens e o legado que desejamos deixar para os motociclistas que ocuparão nosso lugar nas estradas.

Old School

Termo usado para alguma coisa a moda antiga. Que já foi utilizado ha muito tempo. Considerado ultrapassado. Mas que para muitos continua sendo legal utilizar. Se torna clássico. Maneira de agir e pensar com atitude. Muitas vezes utilizada para expressar respeito e consideração.

Circulo Pontilhado

Representa a união de todos Moto Clubes / Grupos. Unidos por um ideal. Somos um elo. Onde cada um precisa do outro. Não sendo mais nem menos. Valorizando a igualdade. Simboliza a verdadeira irmandade.

Moto

Andamos de moto pelo estatus. Mas sim pelo prazer que ela nos proporciona. Instinto de Liberdade e paixão. Sabemos do perigo em pilota-la. Por isso devemos respeitar nossos limites. E zelar pela nossa segurança e de nossos irmãos motociclistas.

Punho Fechado Com Raios

Representa nossa atitude. Garra força e união. O raio é a nossa energia em querer fazer um motociclismo melhor em nosso pais.


Dicas para um novato, próspero pretendente (PP)

1. Participe de um MC ou MG próximo a você!!! O Brasil precisa de motociclistas e não de novos Clubes.
2. Participe alguns meses do MC que você simpatize ou foi convidado. Procure saber se esse vai ser a escolha perfeita, conheça suas regras, ideologias e seus integrantes, você deve ter afinidade com essa nova família, valorizar e preservar pra sempre.
3. Seja leal, honesto e prestativo, eles confiaram em você como um novo irmão, tenha uma boa conduta, não os decepcione.
4. Respeite sempre a hierarquia. Lembre-se, você está chegando agora e os líderes estão aí faz tempo. Além do que, nem sempre quem chega sabe de todas as histórias do Clube.
5. Escute mais, fale menos, aprenda e respeite os mais antigos, você só tem a ganhar com isso.
6. Você passara por testes e por provações, pode ser chato e sem sentido, mas todo este período serve para que o Clube tenha certeza que você é digno de usar as cores e o brasão deste Clube.
7. Preserve assuntos do seu clube para você, não espalhe inverdades ou assuntos que foi confiado a você. E lembre-se nunca critique seu Clube abertamente. Se existem erros, corrija-os em casa, nunca discuta com outros.
8. Pratique a irmandade e a solidariedade, nada mais gratificante para si mesmo e para seu Clube, do que ajudar o próximo.
9. Sirva para ser servido, proteja para ser protegido, respeite para ser respeitado.
10. Colete não é uma peça de roupa, decidiu usá-lo seja digno e respeite a tradição e história deste clube.

Recomendações de Conduta para Moto Clubes

Introdução

O grande crescimento do número de motociclistas e, consequentemente, o surgimento de diversas organizações denominadas de Moto Clubes, Moto Grupos ou Moto Amigos, fez surgir também falta de padrão e até determinada banalização quanto ao surgimento de novas organizações. Sabendo que algumas regras de condutas no moto clubismo brasileiro foram, na maioria das vezes, passadas de boca em boca, de acordo com a tradição dos clubes e preocupados com o crescente número de clubes, dos quais alguns foram formados por simpatizantes do moto clubismo que desconhecem as tradições do meio, foi criado este manual de conduta com sugestões para os novos clubes que surgiram e poderão vir a surgir.

O meio do moto clubismo é um ambiente que prega a Liberdade, pelo espírito fraternal da irmandade dos motociclistas, por isso não se deve fazer distinção pelas cilindradas da motocicleta, mas sim pela atitude de cada motociclista, como a forma que nos devemos nos cumprimentar como se fossemos velhos amigos, mesmo sem conhecermos o novo irmão;a forma solidária que devemos ter com aqueles que precisam de socorro nas estradas e fora delas, pois usamos um colete, indumentária mais importante para um velho estradeiro.

É importante ressaltar que como este texto é um manual, não pode e não deve ser considerado como obrigação a sua utilização, assim sendo, quase tudo que foi escrito depende de interpretação. Porém, sempre que se entra numa “casa”, deve-se respeitar as regras e a forma que você é tratado, está ligada, diretamente, a forma que você trata as pessoas que já estão nessa “casa”.

A ideia da criação deste manual não é a de impor regras faltando com o respeito da soberania que cada clube possui, mas sim de auxiliar a todos clubes bem intencionados, a se estabelecerem no meio do moto clubismo, meio que respeita e da valor às tradições.

Hierarquia, Honra e Tradição

O Moto clubismo, no mundo, fortaleceu-se após a 2° Grande Guerra e os primeiros moto clubistas, por serem veteranos de guerra, trouxeram consigo características da conduta e disciplina militar. Desta forma, deve haver respeito à hierarquia interna de cada clube, assim como acontece nas corporações, nas quais um integrante deve sempre se reportar a seu superior hierárquico ou àquele mais velho de clube. A Disciplina é a conduta esperada e necessária para cada integrante de um clube.

O moto clubismo, por si só, é um ambiente que preserva ou tenta preservar a honradez e a tradição. Assim, aquele que utiliza um colete com um brasão de um Moto Clube tem o dever de manter limpo o meio do qual decidiu fazer parte, através de sua conduta para com os Irmãos de estrada, bem como com pessoas que não fazem parte do nosso meio.

A utilização de um colete, não é, meramente, a utilização de uma peça de roupa, que esteja na moda ou fora dela. Aquele que utiliza um colete de moto clube carrega em suas costas a história que aquele moto clube escreveu, através de todos integrantes que fazem parte do mesmo. Por isso, quando uma atitude é observada em alguém utilizando um colete, o olho de quem está de fora, não enxerga o indivíduo, mas sim o seu clube. Não foi o “sujeito” que teve uma atitude boa ou ruim, mas sim o Clube que ele representa.

Por isso, o Brasão de um Clube deve ser o símbolo mais respeitado no clube, não cabe dano ao Brasão, seja em sua imagem ou ainda dano físico. É comum observarmos integrantes que deixam seus clubes e ao devolverem o Brasão, devolvem danificado, rasgado, queimado, muitas vezes por alguma desavença com um ou outro integrante que ficou, contudo, ao tomar esta atitude, ele está ofendendo todos aqueles que permaneceram no clube de que ele saiu, pois ele desconsiderou o brasão do clube, o símbolo maior, esta atitude deve refletir em todos os outros clubes, sendo aconselhável que esta pessoa não seja acolhida por nenhum outro.

Há de se destacar que o Brasão do Clube não é e não deve ser propriedade de uma pessoa, o Brasão é propriedade do Clube, devendo o integrante que deixou o clube devolvê-lo quando for desligado do Clube, por quaisquer motivos, a pedido ou expulso. É salutar que cada Clube faça constar no seu Estatuto esta hipótese, inclusive prevendo a busca e apreensão do Brasão, quando necessário. Tamanha é a honra que há no simbolismo do Brasão, que é costume antigo que o integrante que deixa seu clube, antes de integrar outro clube, andar sem um brasão em forma de luto, pelo período mínimo de 06 meses, ou, um período maior, caso o Moto Clube tenha definido no seu regulamento, demonstrando assim o respeito pelo meio e pelo clube que deixou. Não é bem visto pelo meio, integrantes que trocam de clubes, de coletes, como “trocam de camisetas”.

Também, não é ideal a utilização de dois coletes com Brasões diferentes por uma pessoa, (algumas pessoas são associados de mais de um clube), pois o Moto Clubismo é Lealdade, e o meio não entende como alguém pode ser leal a dois brasões diferentes. Em caso de uma decisão importante, esta pessoa decidiria a favor de qual dos dois clubes?
Muitas vezes, um integrante pode ser honrado com o convite para viajar ou somente passear com um “bonde” de outro moto clube. Neste caso, deve-se usar seu brasão e nunca andar de moto sem o mesmo.

O Nome de um Moto Clube

A escolha de um nome para seu moto clube deve seguir determinadas cautelas, é ideal que este nome esteja ligado a uma história e, principalmente, não seja um nome que ridicularize os demais moto clubes. Precisamos ter a atenção de que aqueles que não pertencem ao nosso meio, ao ver um motociclista de colete, acabam por associar sua imagem a todos outros que vistam um colete, independente do Brasão que cada um carrega.

Além disso, é importante que este nome seja pesquisado para verificar se já não há outro clube existente que possua o mesmo nome ou parte dele em sua composição, evitando conflitos de nomes para que um Clube não seja confundido com outro. Criar um Clube utilizando o mesmo nome, é ofensa moral e à história daquele Clube que zela por seu nome, sendo viável que todos os Clubes zelem pela preservação do seu nome e de seus coirmãos, e quando constatarem a clonagem de algum nome ou Brasão, comunique ao Presidente do Clube que está sendo clonado para que ele adote as devidas providências. O mesmo cuidado deve se ter com a escolha do Brasão.

No caso de dois Moto Clubes terem o mesmo nome, a tradição manda que o Moto Clube mais antigo seja “dono” do nome. Assim, é importante que esta escolha seja a mais criteriosa possível.

A fundação de um Moto Clube

A fundação de um Moto Clube só deve ser efetuada por pessoas com experiência no meio, pois como comentado anteriormente, existem muitas regras e formas de conduta no meio do moto clubismo que somente pessoas que participaram ativamente do meio conhecem. Assim, recomenda-se que caso deseje entrar no meio, o primeiro passo é freqüentar e participar dos Moto Clubes da sua região e caso você e seu grupo não se adapte a nenhum dos existentes, pode-se procurar Clubes que não estejam na sua região e pensar na formação de uma facção ou sub-sede, pois quando existe a formação de uma facção ou sub-sede, sempre o clube original designa alguns membros para ficar um tempo na região e com isso explicar e conduzir os primeiros passos da nova facção ou sub-sede.
Caso não exista nenhum Clube que tenha afinidade com o grupo, aí sim, deve-se pensar um fundar um novo Moto Clube.

Para se formar um moto clube é ideal:
1) Reunir pessoas com afinidade para a criação do clube;
2) Fundar, inicialmente, um Moto Grupo, e apresentá-lo junto com suas intenções para os clubes mais antigos de sua região, bairro ou cidade. Este pedido permissão é a demonstração de respeito aos clubes existentes;
3) Durante um certo tempo, em geral, recomenda-se no mínimo um ano, viajar, frequentar encontros de diversos clubes até que consiga o apadrinhamento de pelo menos dois Clubes;
4) Depois deste período, apresentando o Moto Grupo e este tendo pelo menos 15 integrantes em sua formação, tendo ainda conquistado carinho e respeito pelos clubes de sua região, este se tornará reconhecido como um Moto Clube, em uma cerimônia simples, acompanhada de seus clubes padrinhos na qual haverá a substituição do Patch MG por MC;
5) Deverá este Moto Clube atender as leis de nosso País, estabelecendo-se com CNPJ e demais rigores previstos em Lei.

Admissão de integrantes

Cada clube deve seguir seus critérios na admissão de novos integrantes, contudo é ideal que o novo integrante passe pelo estágio de Próspero, meio escudo até se tornar escudo inteiro.

Próspero: Novato em um clube, que pelo período do regulamento de cada clube, usará seu colete com as costas vazias, ou no máximo com a indicação da facção ou sub-sede a qual o integrante pertence. Este período servirá tanto para o candidato saber se o Moto Clube escolhido é o que ele quer, como para que o Moto Clube descubra se o candidato agregará algo, quando do fechamento do colete do mesmo. É importante notar que o não uso de um brasão do Clube nesta fase, serve para que outros Moto Clubes não identifiquem o mesmo como pertencente de todas as tradições daquele Moto Clube. Recomenda-se nesta fase que o Próspero ande sempre acompanhado de membros “fechados” que terão a obrigação de ensinar os caminhos e tradições do meio e do seu Moto Clube.

Recomenda-se que o Próspero leia o regulamento inteiro do Moto Clube e assine a concordância do mesmo.
Meio Escudo: Ainda novato, porém com mais período de convivência e prestação de serviço ao clube, receberá mais uma parte das flâmulas que compõem o escudo de seu clube e atendendo, também, o período determinado no regulamento de seu clube. Neste período, o candidato passa a usar abertamente o nome do Moto Clube e perante as outras agremiações passa a representar os ideais e tradições do Moto Clube que o escolheu. Neste período, recomenda-se que caso o candidato venha a sair do Moto Clube, o mesmo deverá ficar um período de luto, para que os outros Moto Clubes não mais entendam o candidato como pertencente ao Clube que o mesmo se desligou.

Escudo Inteiro ou Costas Fechadas: Este é o integrante que passou pelo estado probatório e conquistou seu lugar no clube. Normalmente, o integrante adquire direito a votar e ser votado quando atinge este grau dentro do Clube, de acordo com a regra de cada clube.

Um lembrete na admissão de integrantes, apesar de todo o Moto Clube, seja novo ou velho, querer crescer, é importante lembrar que não é bem visto no meio, Clubes que convidam membros de outro Clube. Isto deve ser seguido, mesmo que o integrante não esteja se sentindo confortável no clube que está e tenha apresentado o desejo de sair do Clube antigo. Neste caso deve-se recomendar que o integrante descontente converse com o Clube antigo, se desligue, passe o período recomendado de luto e posteriormente pode ser convidado para seu Clube.

Admissão de integrantes vindo de outro clube.

O clube que está recebendo o novo integrante tem total autonomia para aceitar seja quem for, contudo, é ideal e respeitoso, o contato entre os Presidentes, diretores de disciplinas, afim de obter histórico do integrante que está migrando. É ideal que o Clube que esteja aceitando esse novo integrante tenha conhecimento dos motivos que o fizeram sair do clube de origem. Há clubes que, em seu estatuto, regimento interno, determinam que seus ex-integrantes são proibidos de ingressarem em outro clube e isto é algo que o integrante é informado ao entrar no clube, quando tem acesso ao regimento antes de aceitar o convite ou se inscrever no clube.

Também, é aconselhável que este novo integrante, advindo de outro Clube, passe pelo processo de Próspero, o que demonstrará por parte dele, lealdade e respeito, além de ser um período de adaptação aos costumes e normas do novo Clube.

Visando ainda preservar a harmonia entre os Clubes, é aconselhável que na hipótese de acolhimento de ex-integrante, deve a Diretoria do novo Clube respeitar o prazo de luto estipulado pelo Clube a qual pertencia a pessoa. Não sendo aconselhado aos Clubes receber ex-integrantes de outros Clubes que foram desligados por ofensa a moral, honra e/ou por deslealdade ao seu Clube de origem.

Como já comentando neste texto, deve-se ter um período de Luto, ou seja, um período de tempo entre a saída de um Moto Clube e a entrada em um novo Moto Clube. Recomenda-se o período de 6 meses ou, um período maior, caso o Moto Clube tenha no seu regulamento definido. Este período de Luto deve, também, ser discutido entre os presidentes. Vários Clubes, por comum acordo, podem inclusive eliminar o período de Luto, mas sempre o que pauta esta conversa é o respeito e a tradição entre os Clubes envolvidos.

A aceitação de novos integrantes, apesar de tudo que foi escrito aqui, não é, e não pode ser considerado sempre da mesma forma, pois cada caso é cada caso. A única recomendação importante é que o Clube que está aceitando o membro deve entrar em contato com o antigo Clube e combinar como será a transição.

Padrinhos dentro dos Clubes

É fundamental que cada clube estabeleça uma forma de apadrinhamento do novo integrante, deixando assim um integrante mais antigo responsável por aquele que está entrando. Este padrinho é quem deverá guiá-lo, instruí-lo em seu percurso na vivência de seu clube, bem como a vivência com o meio do moto clubismo. Ressaltamos aqui, que a importância das tradições de cada Moto Clube, em geral, não estão escritas. Assim, o novo integrante só poderá conhecê-las, se um membro mais antigo contar e explicar a quem está chegando. É, também, função do padrinho, fiscalizar e caso necessário, “dar bronca” no novo integrante, se o mesmo desrespeitar as regras do clube e de outro Moto Clube.

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